Políticos cassados pagarão em média R$ 50 mil por eleição suplementar no Piauí
O custo de uma eleição suplementar é arcado pela União. Porém, este ano, os gestores cassados devem preparar o bolso. A conta da nova eleição será encaminhada para os prefeitos que perderam os mandatos por irregularidades na administração ou cometidas durante as campanhas eleitorais. O responsável pela cobrança, segundo acordo assinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será a Advocacia Geral da União (AGU). No Piauí, a estimativa é que cada eleição custe R$ 50 mil.
O custo de uma eleição suplementar é calculado pelo número de eleitores de cada município que teve seu prefeito cassado. O planejamento executado pela Justiça Eleitoral é o mesmo dos pleitos convencionais: pagamento de alimentação para mesários, transporte de urnas eletrônicas e de fiscais, entre outras despesas. A partir do convênio entre AGU e TSE, o dinheiro gasto ficará por conta do ex-prefeito tirado do cargo, caso ele tenha provocado anulação do pleito.
A ideia do convênio é facilitar a recuperação judicial de recursos usados pelo erário com as eleições suplementares. De acordo com levantamento feito pelo TSE, a União já gastou cerca de R$ 6 milhões com eleições suplementares, sendo que quase metade desse valor foi gasto em 2010 e 2011. Desde dezembro de 2008, foram realizadas 176 novas eleições, sendo que mais quatro estão agendadas para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2012. Somente no Piauí, foram 45 eleições suplementares desde o pleito de 2008.
Postada em 16/01/2012 - 07h12 | Autor/Fonte: sistema o dia