Pré-candidata Rejane Dias (PT) mantém seu nome e não esconde desejo de disputar prefeitura de Teresina
Para tentar pôr um fim às divergências internas o Partido dos Trabalhadores (PT) realizará no próximo dia 14 um encontro em Teresina para decidir em que palanque estarão nas eleições municipais deste ano. Lideranças da sigla divergem sobre o rumo a seguir, ou seja, se encabeçarão uma candidatura própria ou se apoiarão a reeleição do prefeito da capital, Elmano Férrer (PTB).
Por enquanto, a pré-candidata petista, deputada estadual Rejane Dias mantém seu nome e não esconde o seu desejo de disputar o Palácio da Cidade no pleito deste ano. "Estou a disposição", disse. E pondera: "Eu preciso pensar, me orientar, orando a Deus. Uma decisão dessa não é uma coisa simples. Mas, vamos esperar os resultados das pesquisas internas para que possamos tomar uma decisão".
A ex-primeira dama do Estado deixou claro seu posicionamento ao afirmar que é simpática à pré-candidatura petista, já que segundo ela o PT lançou nomes em outras eleições e que essa posição tem o apoio da população e da Direção Nacional do partido. "É no mínimo razoável que isso aconteça e tenhamos uma candidatura própria", completou.
Contudo, a parlamentar deve enfrentar resistências de lideranças políticas do PT. Isso porque um grupo do Diretório Municipal defende aliança com o prefeito Elamno Férrer que de olho em sua reeleição já abriu espaço para os petistas em sua administração e criou duas novas pastas. Nomes indicados por petistas conduzirão a gestão da Secretaria de Habitação e Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres.
Francisco Sales, presidente do Diretório Municipal, é categórico ao afirmar que hoje o PT não tem "um nome que consiga juntar os partidos" e o viável é uma aliança com o PTB. "Quando a gente pensa nessas eleições a gente não pensa apenas nestas eleições e sim em 2014 e 2016. Temos uma preocupação de que o partido apresentando uma candidatura caia no isolamento político", pontua.
"Então uma candidatura que não consiga aglutinar um bloco de partidos fica difícil a gente ganhar as eleições e, por outro lado, uma preocupação nossa com relação à 2014. O PT trabalha com a estratégia de retornar ao Governo do Estado em 2014", finalizou.