Piauí possui 2º maior índice de adulteração de gasolina do País
Os condutores de veículos do Piauí devem ficar atentos na hora de escolher os postos de combustível onde pretendem abastecer seus carros e motocicletas, caso não queiram adquirir um produto sem qualidade, que pode comprometer a vida útil do seu bem.
Levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo mostra que o Piauí ocupa a segunda colocação do ranking de adulteração da gasolina entre todos os Estados do País.
O boletim de monitoramento dos combustíveis líquidos automotivos referente ao último trimestre de 2011 aponta que o índice de não conformidade para gasolina no Piauí chegou a impressionantes 15,7%, ficando atrás apenas do observado no Mato Grosso, onde 17,4% das amostras coletadas não estavam regulares.
Além desses dois estados, outros quatro tiveram índices de não conformidade para gasolina acima da média observada para o Brasil no trimestre outubro-dezembro/2011, que ficou em 3,5%. Os demais Estados com percentuais preocupantes foram: Rio de Janeiro (13,8% de não conformidade), Maranhão (10,8% de não conformidade), Bahia (4,7% de não conformidade) e Pará (3,8%).
Segundo a ANP, a principal não conformidade observada na gasolina no último trimestre de 2011 foi relativa ao teor de etanol, abrangendo 48,7% das não conformidades. Enquanto que no etanol hidratado combustível a principal não conformidade foi em massa específica/teor alcoólico, correspondendo a 35,2% das não conformidades verificadas.
No caso do óleo diesel a principal não conformidade foi relativa ao aspecto do produto, correspondendo a 50,8% das não conformidades observadas para esse combustível.
O Piauí possui 713 postos revendedores sujeitos ao monitoramento, que é feito pela Universidade Federal do Piauí, por meio da Fadex (Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino e Extensão).
No ano passado foram coletadas e analisadas 3.977 amostras de combustíveis só no Piauí.
Etanol
No estudo concluído no mês de dezembro o Piauí também apresentou um alto índice de não conformidade nas amostras de etanol.
A ANP verificou que 4,9% delas não atendiam aos padrões de qualidade. O percentual foi inferior apenas aos dos Estados do Mato Grosso (7,8%), Rio Grande do Norte (6%), Maranhão (5,7%) e Alagoas (5,5%).
Foram observados aumentos nos índices de não conformidade, em relação ao trimestre anterior, no Distrito Federal (de 0% para 1,4%), Amazonas (de 1,2% para 1,9%), Ceará (de 1,8% para 2,5%), Maranhão (de 3,7% para 5,7%), Minas Gerais (de 1,3% para 1,5%), Piauí (de 3,1% para 4,9%), Rio de Janeiro (de 1,9% para 2,5%), Rio Grande do Norte (de 4,6% para 6,0%) e São Paulo (de 1,6% para 1,7%).
Já os Estados que conseguiram reduzir os índices de não conformidade do etanol, em relação ao trimestre anterior, foram: Alagoas (de 6,0% para 5,5%), Bahia (de 2,3% para 1,4%), Goiás (de 2,0% para 0%), Mato Grosso (de 11,1% para 7,8%), Mato Grosso do Sul (de 0,9% para 0,4%), Pará (de 6,3% para 4,5%), Paraná (de 0,8% para 0,5%), Pernambuco (de 3,6% para 2,3%), Rio Grande do Sul (de 1,3% para 1,1%), Santa Catarina (de 2,1% para 1,2%) e Sergipe (de 2,6% para 1,3%).
Óleo diesel
Em relação ao óleo diesel, as seguintes unidades federativas apresentaram aumento nos índices de não conformidade em relação ao trimestre anterior: Alagoas (de 4,9% para 5,7%), Ceará (de 0,7% para 1,0%), Espírito Santo (de 0,7% para 1,1%), Minas Gerais (de 1,6% para 1,8%), Paraíba (de 0,4% para 2,0%), Rio Grande do Sul (de 1,6% para 1,7%) e Sergipe (de 2,7% para 3,3%).
Programa de Monitoramento da ANP
O Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) foi instituído pela ANP visando atender ao disposto no artigo 8º da Lei 9.478/1997, em particular o que trata da garantia de qualidade e do suprimento de combustíveis ao mercado nacional.
Coordenado pela Superintendência de Biocombustíveis e de Qualidade Produtos - SBQ desde 1998, abrangendo todo território nacional desde setembro de 2005, o PMQC foi regulamentado pela Resolução ANP n° 29, de 26 de setembro de 2006, e atualmente regido pela Resolução ANP n° 8, de 9 de fevereiro de 2011.
Os principais objetivos do PMQC são o levantamento dos indicadores gerais da qualidade dos combustíveis comercializados no País e a identificação de focos de não conformidade, visando orientar e aperfeiçoar a atuação da área de fiscalização da Agência. Além da Superintendência de Fiscalização do Abastecimento ? SFI, o programa também serve como gerador de subsídios para ações dos Ministérios Públicos, Procons e Secretarias de Fazenda que firmam convênios com a ANP. Promove, adicionalmente, a disseminação cultural quanto à qualidade dos combustíveis, proporciona o desenvolvimento tecnológico do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, bem como a formação de mão?de?obra especializada.
O PMQC conta para sua execução com uma rede de instituições e centros de pesquisas. Nesse programa o universo de postos revendedores de cada estado é dividido em regiões com um número semelhante de postos revendedores. Os postos revendedores são selecionados com base em sorteios aleatórios realizados pela instituição contratada para efetuar a coleta e análise de amostras de gasolina, etanol e óleo diesel.
Postada em 30/01/2012 - 00h44 | Autor/Fonte: sistemaodia